Thiago Khoury

Tema

SEO/GEO

O que muda quando o buscador deixa de entregar uma lista de links e passa a escrever a resposta, e o que isso exige de quem já trabalhava com SEO.

SEO disputa uma posição numa lista. GEO disputa presença dentro de uma frase.

Passei anos otimizando para uma lista. Hoje otimizo para um parágrafo.

É essa a mudança, e ela é maior do que parece. Quando o buscador entrega dez links, o usuário escolhe. Quando o modelo escreve a resposta, ele já escolheu por você. A disputa deixou de ser por posição e passou a ser por menção.

SEO, AEO e GEO não são a mesma coisa

SEO otimiza para aparecer na lista de resultados.

AEO, de Answer Engine Optimization, otimiza para ser a resposta direta de uma pergunta.

GEO, de Generative Engine Optimization, trabalha para que a marca seja citada dentro do texto que o modelo escreve.

Os três se sobrepõem, mas medem coisas diferentes, e é por isso que empresa bem ranqueada às vezes some da resposta da IA sem entender por quê.

Os dois números que mudam a conversa

A Ahrefs mediu que apenas 6,82% dos resultados citados pelo ChatGPT coincidem com as dez primeiras posições orgânicas do Google. Ou seja: o trabalho de SEO que você já fez não transfere automaticamente para o novo canal.

E o estudo Ghost Citations, da Semrush, encontrou algo ainda mais desconfortável: cerca de 62% das citações são fantasmas. A plataforma usa a sua página como fonte, mas o nome da sua marca não aparece no texto que o usuário lê. Você alimenta a resposta e alguém leva o crédito.

No recorte brasileiro, o mesmo estudo aponta que marcas daqui são mencionadas em 18% a 22% das respostas, contra cerca de 50% na Índia e na Suécia.

O que dá para fazer

A boa notícia é que essa é uma disputa jovem, e no Brasil ela ainda está pouco ocupada. As alavancas hoje são estruturais mais do que criativas: conteúdo que existe no HTML sem depender de script, resposta autossuficiente para pergunta específica, entidade bem declarada e consistente, e prova externa que a máquina consiga cruzar.

Nada disso é truque de plataforma. É a mesma disciplina de sempre, aplicada a um mecanismo que mudou.

Onde escrevo sobre isso

A transição completa, do Flash até a era generativa, está em De sites em Flash às IAs generativas. O lado da mídia paga nesse cenário está em A era de ouro do tráfego.

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O que é GEO?+

GEO, sigla para Generative Engine Optimization, é o conjunto de práticas que aumenta a chance de uma marca ou pessoa ser citada nas respostas de sistemas de inteligência artificial como ChatGPT, Gemini, Claude e Perplexity. Diferente do SEO, que disputa posição numa lista de links, o GEO disputa presença dentro de uma resposta escrita.

Qual a diferença entre SEO, AEO e GEO?+

SEO otimiza para aparecer na lista de resultados de um buscador. AEO, de Answer Engine Optimization, otimiza para ser a resposta direta a uma pergunta. GEO vai além e trabalha para que a marca seja citada dentro do texto que o modelo generativo escreve. Os três se sobrepõem, mas medem coisas diferentes.

Quem ranqueia bem no Google é citado pela inteligência artificial?+

Nem sempre. Um estudo da Ahrefs mediu que apenas 6,82% dos resultados citados pelo ChatGPT coincidem com as dez primeiras posições orgânicas do Google. São dois ecossistemas com critérios diferentes, e trabalhar só um deles deixa metade da demanda descoberta.

Ser citado por uma IA garante que a marca aparece na resposta?+

Não. O estudo Ghost Citations, da Semrush, mostrou que cerca de 62% das citações são o que eles chamam de citação fantasma: a plataforma usa a página como fonte, mas o nome da marca nunca aparece no texto da resposta. Ser fonte e ser lembrado são coisas diferentes.