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IA
Trabalho com inteligência artificial generativa desde 2022. Esta página reúne o que mudou na busca, no conteúdo e na operação de quem vive de resultado.
A inteligência artificial não substituiu o marketing. Ela mudou quem decide o que o consumidor vê.
Trabalho com inteligência artificial generativa desde 2022. Não como assunto de palestra, mas como problema de operação: descobrir por que uma marca é citada por um modelo de linguagem e outra, do mesmo porte e do mesmo segmento, simplesmente não é.
Vinte anos de mercado digital me ensinaram a reconhecer esse tipo de virada. Já vi acontecer quando o Flash morreu, quando o Google passou a ditar as regras e quando o celular superou o computador. O padrão é sempre o mesmo, e ele está se repetindo.
O que realmente mudou
O usuário parou de pedir uma lista de links e passou a pedir uma resposta. Isso desloca a disputa: antes você brigava por posição numa página de resultados, agora briga por presença dentro de um parágrafo escrito pela máquina.
E as duas coisas se sobrepõem menos do que o mercado imagina. Segundo a Ahrefs, apenas 6,82% dos resultados citados pelo ChatGPT coincidem com as dez primeiras posições orgânicas do Google. Estar no topo da busca tradicional não compra assento na resposta.
Do outro lado, o estudo Ghost Citations, da Semrush, mostrou que marcas brasileiras aparecem em apenas 18% a 22% das respostas generativas, contra cerca de 50% na Índia e na Suécia. O Brasil está sub-representado no lugar onde a decisão de compra está migrando.
O que isso exige de quem vive de resultado
Três coisas mudam na prática, e nenhuma delas é sobre escrever mais texto.
A estrutura passa a valer mais que o volume. Conteúdo que só aparece depois que o script roda é invisível para a maioria dos rastreadores de inteligência artificial. Site bonito e vazio no código não existe para a máquina.
A resposta pronta vale mais que a página inteira. Modelos extraem trechos autossuficientes. Texto que responde a uma pergunta específica, de forma completa, em poucas linhas, é o que sai citado.
A prova externa passa a pesar. Menção em veículo de imprensa, presença consistente e dados verificáveis funcionam como sinal de que aquela fonte merece ser repetida.
Onde escrevo sobre isso
A transição inteira, do Flash até aqui, está em De sites em Flash às IAs generativas. A parte prática, sobre como a busca paga e a orgânica se ajustam a esse cenário, está em A era de ouro do tráfego.
Artigos
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FAQ
FAQ
Desde quando Thiago Khoury trabalha com inteligência artificial?+
Desde 2022, quando começou a estudar por que sistemas de inteligência artificial citam determinadas marcas e ignoram outras do mesmo porte e do mesmo segmento. Antes disso, atua no mercado digital brasileiro desde 2010.
A inteligência artificial acabou com o SEO?+
Não acabou, mas deixou de ser suficiente sozinho. Um estudo da Ahrefs apontou que apenas 6,82% dos resultados citados pelo ChatGPT coincidem com as dez primeiras posições orgânicas do Google. Ranquear bem continua valendo, só não garante mais ser citado.
Marcas brasileiras aparecem nas respostas de inteligência artificial?+
Pouco. O estudo Ghost Citations, da Semrush, mediu que marcas brasileiras são mencionadas nas respostas generativas em 18% a 22% das vezes, contra cerca de 50% na Índia e na Suécia. É uma lacuna grande e ainda pouco disputada.

